O grupo Chapéu de Palha HC, composto pelos integrantes da banda Os Capiau, os quais anualmente realizam eventos voltados para o fãs do Underground (como o Agasalho e Rock, Cultura e rock, Festival de HC) decidiram em parceria com Francisco Petrônio, realizar um evento de forma que ao mesmo tempo pudessem entreter os jovens da região com o melhor do underground nacional e ajudar a Creche Comunitária do alto do Vila Militar, com a finalidade de transformar radicalmente o dia das crianças desta creche. Daí surgiu a Festa da Pipoca, evento que promete ficar no calendário Ipatinguense e tranformar radicalmente o cenário da região.
APRESENTAÇÃO DAS BANDAS:
MUKEKA DI RATO
A cidade de Vila Velha, no Espírito Santo, viu o estopim de uma bomba no início de 1995. Sob o nome de Mukeka di Rato (a escrita entrega a influência do hardcore finlandês na época), quatro jovens se juntaram para destruir o mundo. Sim, porque a tarefa de salvá-lo deixaram para alguns mártires samaritanos (do marketing) cuja atitude reluz ainda hoje (hello Mr. Al Gore!). A arma escolhida para aniquilar o planeta foi uma combinação altamente explosiva e que tem dado certo: sarcasmo + bases rápidas e pesadas x vocais velozes [alternando entre gutural, esganiçado e impúbere] - letras de amor com rima fácil. Esta fórmula até agora rendeu a Sandro (voz), Mozine (baixo/voz), Paulista (guitarra/voz) e Brek (bateria) uma consolidada carreira no cenário independente, que inclui os discos "Pasqualin na Terra do Xupa-Kabra" (1997), "Gaiola" (1999), "Acabar Com Você" (2001) e "Máquina de Fazer" (2004). Sem falar em shows pelo país, a presença em festivais tradicionais e lançamentos no exterior: EUA, Suécia, Austrália, Finlândia e Japão. Aliás, a "terra do sol nascente" tem um capítulo à parte na história recente do MDR. A longa admiração pelos ruídos do outro lado do globo sempre agradou o quarteto e este ano, do fim de abril até o começo de maio, eles fizeram uma turnê por lá – foram 10 shows em nove cidades diferentes e um empolgado público local (não a colônia brasileira sedenta por qualquer produto verde e amarelo que pinte por lá!). Ok, mas e a bomba estoura ou não? Sim, uma já foi, em 06 de Agosto de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, em Hiroshima. Agora, em 06 de Agosto de 2007, outra cai no Brasil em formato de CD, içada pela Deckdisc, produzida por Rafael Ramos e com a alcunha de "Carne". A detonação marca não só a volta de Sandro (que saiu em 2001 e regressou no ano passado), mas o (eterno) retorno àquela equação já citada acima, porém acrescida de mais megatons na forma de 14 faixas. Seus compostos não economizam na ironia, na agressividade e, ainda, na subjetividade. O conteúdo é atual e reflete a visão de quem vive no Terceiro Mundo – vide "Borboleta Azul", "Vencer Na Vida", "Cachaça" e "Jogo do Bicho". Sem seguir a cartilha do dito punk e suas regras pré-estabelecidas que mais se assemelham às das grandes corporações, o Mukeka tem personalidade própria e nunca se prendeu à retidão do hardcore. Assim como Fugazi, Napalm Death, The Smiths e AC/DC dentro de seus estilos. Desse modo, malemolência entra na roda, seja com um groove torto em "Produtos Químicos Eletrodomésticos" ou no dub/reggae tão comum em improvisos ao vivo e que rola em "T.G.E.". O carro-chefe é "Rinha de Magnata", que com letra e coros fortes funde ironia e rock ácido. Efeitos semelhantes são encontrados em "Frações, Refrações e Proporções". Se a fumaça subiu e não dá para respirar, "Animal" e "Enxurrada" causam o mesmo sintoma (ou você é capaz de acompanhar a cantoria de Sandro?). Mukeka di Rato é hardcore, mas de um modo diferente. De palito de dente no canto da boca, não de franja e roupinha descolada. De chinelo de dedo, não de coturno. Sem dedo na cara – isso não faz o tipo deles, que estão mais para personagens folclóricos "feios" que Monteiro Lobato deixou de fora de sua obra – o MDR faz críticas sociais, mas de forma arguciosa, como em "Voltar A Viver" e "Você É Você!". "Pedro e Alfa" reflete o estresse cotidiano e o vazio existencial de um trabalhador que através do rock tenta abstrair do caos que o cerca. Nas letras, assinadas por Sandro e Mozine, estão angústias reais (não fúteis) e aparecem questionamentos em torno de política, religião e sociedade. Mas nada de discursos panfletários ou pseudo-engajados de quem leu um livro só, a clarividência dá o tom. No encerramento, a faixa que deu nome ao disco antevê o apocalipse: uma orgia geopolítica com John Wayne, Bento 16, Bush, Osama, cowboys vampiros arianos e índios crucificados. Está aberta a contagem regressiva para o fim dos tempos, a campanha pela destruição do mundo está lançada. A trilha sonora fica por conta do Mukeka di Rato, afinal de contas alguma coisa boa o acontecimento teria que render.
MIAMI BROS.
Semeando o ódio e a discórdia, o Miami Brothers é um grupo que veio para enfiar o dedo na ferida alheia. Odiado pelos funkeiros por causa das guitarras pesadas.Odiado pelos metaleiros por causa das batidas graves.Odiado pelos religiosos por suas letras agressivas.Essa mistura de Miami Bass com Rock resulta no mais Brutal Funk, e é feita por pessoas envolvidas com a cena independente, seja através de bandas, na edição de fanzines ou produção de shows, e que conhecem muito bem o circuito underground.Com influências musicais variadas, que vão do Miami Bass/Hip Hop ao Hardcore/Metal, o grupo tem como principais características a atitude e protesto. Assim pode ser descrito o Miami Bros.: Batidas graves, guitarras pesadas e atitude hardcore.
ZÉ 8 (ZÉ OITO)
A banda pratica uma mistura de ska, hardcore, surf, reggae e outras influências desde o ano 2000. Passou por algumas mudanças de formação mas sempre tendo como objetivo criar, se divertir e divertir quem se propuser a ouvir. Cantando em espanhol, tocando em inglês, xingando em português sem fazer concessão a filho da puta nenhum nem se prendendo a rótulo algum. BARULHO CÍNICO PARA GENTE PERTURBADA!
CLUBE DOS CANALHAS
Banda formada em meados de 2007 com o intuito de resgatar o rockabilly das décadas de 40 e 50, porém, tocados com mais velocidade e o "feeling" de nossa geração. Além de clássicos covers como Hank Willians e Tennessee Ernie Ford, reafirmamos alguns dos grandes nomes como Elvis Presley, Little Richards, Johnny Cash e inusitados covers não pertencentes a este gênero, mas que são devidamente adaptados. Entre os mais requisitados, estão: Ramones, Queens of the Stone Age, Tracy Chapman, dentre outros. Estamos agora preparando o material para lançar nosso primeiro EP com algumas canções que já são conhecidas e pedidas como: "Gatos & Ratos", "Aquela garota quis me tornar um bom rapaz" e "O Canalha".
GUNGNIR
Gungnir na mitologia nordica é a lança de Odin, a mais poderosa arma dentre os deuses de Azgard.Nome bastante convencional para uma banda que pretende pouco a pouco se afirmar no cenário mineiro com determinação e empenho. A idéia de formar banda surgiu no final de 2007 através de Hugo "Medão", com o intuito de executar um metal rápido e pesado, influenciado pela cultura escandinava antiga e Européia em geral. Inicialmente, pensou-se em uma banda com teclados, flautas, violinos, etc., porém a banda consolidou-se como um Power Trio, onde junto com Medão estão David Ribeiro e Diego, com a sonoridade calcada no Black e Death Metal muito influenciada pelos músicos atuantes, mas sem perder o enfque nórdico, sendo este o interesse principal da banda. A Gungnir iniciou suas atividades em Janeiro de 2008, e teve sua primeira apresentação em Fevereiro do mesmo ano. Hoje aguarda ansiosamente a edição da coletânea Rock Soldiers (UGK DISCCOS) além de ter participado de importantes festivais no leste mineiro, tendo se apresentado ao lado de importantes nomes no cenário nacional como Atheistc, Silent Cry e Shaman. Após a gravação do single Warrior a banda está em processo de gravação de um album Full Lenght contando com alguns selos à disposição para seu lançamento.
MAD HOUSE
Em junho de 2007, os vocalistas Celio Junior e Thiago Jungers, sairam de Sao Paulo rumo a Ipatinga. Com assuntos pessoais pendentes na cidade, e depois de mudarem o rumo da antiga banda em Sampa, resolveram (por dica de um dos antigos membros) em Setembro de 2007 formar uma banda, para participar de um festival. Depois da primeira formacao desfeita - hoje conta apenas com o baixista Bellini- e de ficarem em quarto lugar no festival mais o premio de melhor vocalista de 2007 para Thiago Jungers, os planos mudaram. Apos a aceitacao (e tambem a repulsa) na regiao, a banda prosseguiu, mudando de integrantes em funcao da qualidade do som, e da permanencia da banda. Hoje, com os atuais integrantes, a MadHouse com novas influencias musicais, novos "feelings" nas guitarras e bateria, sobem aos palcos para covers de Aerosmith, Kiss, Gothard, Tina Turner, Skid Row, Led Zeppelin entre outros, e versoes proprias de musicos e bandas como Amy Winehouse, Blondie, Incubus etc.
DJ NIGGAZ
DJ e produtor, nascido e criado em São Paulo, onde participou de muitos projetos intinerantes voltado para música. Atualmente esta dando continuidade a um projeto proprio intitulado Cultura B juntamente com alguns brothters de jornada.
PROJETOS QUE ACONTECEM NA CIDADE:
CULTURA B
O projeto’’ Cultura B’’ nasceu em 2002 com a união dos mc’s da cidade de Ipatinga. Que encontram na cultura Black ,uma forma de expressar suas emoções.Inicialmente Se pensava em dar espaço a mc’s locais,por seus talentos muito bem representados em nossa região,isso quando Rubens Ramalho idealizador do projeto,além de baterista da tradicional banda de rock ‘Chica Baé’ e diretor da gravadora Rec Studio teve o propósito de lançar um cd coletânea com 11(onze) artistas mc’s desse estilo musical,convidando os dj’s ‘Niggaz e Endoque ‘ ambos profissionais em S. P. para produzirem o disco no ano de 2007. Ano este que ocorreu o evento desse seguimento em Ipatinga com a participação de mc’s ,grafiteiros e b-boys regionais e de outros estados do Brasil. Após uma reformulação, a equipe produtora do projeto iniciou-se a elaboração deste grandioso projeto social/cultural,que no qual será oferecido oficinas de arte para crianças e adolescentes de comunidades em Ipatinga e Santana do Paraíso. O objetivo desse projeto é divulgar cultura black em nossa região,profissionalizar artistas e conduzir crianças ao caminho da arte,ocupando e intertendo-as .Retratando que atuaremos com responsabilidade social e cultural,combatendo o racismo e a desigualdade social .
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